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Tenho visto recentemente nas redes sociais e por ai a fora rumores de que a bíblia foi escrita por homens. Tal afirmação não está errada, contudo, estaria fora de consonância com a afirmação positiva das seguintes questões: Será que a Bíblia sendo escrita por homens e também produto do gênio humano? Será que este livro que conhecemos e chamamos de Sagrado tem o mesmo fundamento que os outros livros que fundamentam outras religiões? Vamos entender um pouco sobre estas questões.

É fato que, a bíblia não foi verbalmente ditada pelo Espirito Santo e os autores não entraram em estado de êxtase para compor os livros. A mesma foi escrita por autores humanos, que empregaram estilos literários próprios e sua características pessoais. Foi escrita em épocas diferentes, em meio a culturas e pontos de vista variados. Dentre os 40 autores humanos destacamos Moisés(Legislador), Josué(General), Samuel(Profeta), Asafe(Músico), Amos(Boieiro), Esdras(Sacerdote), Pedro e João(Pescadores), Paulo(Erudito) e outros, porem, a Bíblia é sem erros em Sua mensagem divina.

Autoridade das Escrituras

Dentro do contexto teológico existe três termos que  precisamos entender, Revelação, Inspiração e Iluminação.

1. Revelação:

Segundo o Dr Champlin Revelação é o desvendamento daquilo que era anteriormente desconhecido, e que vem a tornar-se conhecido por meios místicos, como as mensagens proporcionadas aos profetas, em suas visões, sonhos, comunicações auditivas, intuição, pensamentos divinamente orientados.[1]

Já Antonio Gilberto diz que é a ação de Deus pela qual Ele dá a conhecer ao escritor coisas desconhecidas.[2]

Revelação é o desvendamento que Deus faz de si mesmo, que significa o querer DEle, é uma notícia que jamais foi conhecida pelo homens que vem à tona para o cumprimento da Sua vontade.

2. Inspiração:

Erickson expressa seu entendimento dizendo que é a manifestação sobrenatural do espirito Santo sobre os autores da Escrituras, que converteu seus escritos em um registro preciso da revelação ou que faz com que seus escritos sejam realmente A Palavra de Deus.[3]

Augustus Strong cita, a  inspiração  não  é  uma  influência  sobre  o  corpo, mas sobre a mente. Deus garante o seu fim, não através da comunicação exterior ou mecânica, mas despertando os poderes racionais do homem. Os escritos dos homens inspirados são o registro de uma revelação.[4]

A inspiração pode incluir uma revelação ou uma comunicação da verdade de Deus que o homem não poderia dizer por si só devido suas falhas. É o meio que se tem de garantir a integridade de um escrito por parte do Pai, sendo conhecida como digna de aceitação; o homem não teria a capacidade integra de transmitir uma verdade divina sem ser inspirado por Deus. 1 Tm 3:16 Toda Escritura e inspirada por Deus, ou seja, toda a verdade e vontade que Deus transmitiu.

3. Iluminação:

A iluminação do Espirito não dá nenhuma verdade nova, mas só uma apreensão da verdade.[4]
Claudionor diz: iluminação é a obra sobrenatural do Espírito Santo sobre a mente humana, tornado-a susceptível a compreensão dos mistérios divinos.[5]
Segundo o prof. Sergio Nogueira, a iluminação está relacionada à devida apreensão e compreensão da verdade revelada.[6]

Conclusão:

O prof. Sergio diz que é possível afirmar que a revelação é o fato da comunicação divina; a inspiração é o meio; e a iluminação é o dom de compreender essa comunicação.

É certo que, foram homens falhos que escreveram os livros bíblico, porem, os mesmos foram inspirados para registrar uma revelação específica de Deus que desembocaria em uma compreensão fiel através de Sua iluminação,isso porque, alguns conceitos divinos estariam fora da compreensão humana se não fosse estas manifestações de Deus sobre nossas vidas.

Bibliografia:

[1] Champlin,R. N., Enciclopédia de Bíblia teologia e filosofia, pag.705, vol.5, Hagnos.

[2] Gilberto, Antonio, A bíblia através dos séculos, CPAD, 15ª Ed, 2004.

[3] ERICKSON, M. Introdução à teologia sistemática. São Paulo: Vida Nova, 2007, p. 67.

[4] Strong, A. H., Teologia Sistemática, pag.293, Hagnos, vol.1,2003.

[5] Strong, A. H., Teologia Sistemática, pag.308, Hagnos, vol.1,2003.

[6] Andrade, Claudionor Corrêa, Dicionário Teológico, pag.189, CPAD, 9ª Ed.,2000.

[7] Nogueira, Sergio, Introdução histórico – literária à Bíblia, apostila de graduação em teologia.