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Muito tem se discutido sobre adoração, sua formas, métodos e essência, porem, pouco se tem falado sobra a falsa adoração, suas causas e consequências.

Imagine esta situação, você anda pela rua e em determinado momento acha uma cédula de dinheiro no valor de R$50 reais. Você pega esta nota e vai logo usa-la em algum comércio. No momento de pagar pelo produto, o vendedor logo percebe que aquela cédula, que parecia ter algum valor, não vale nada.

Na verdade, adoração somente de aparências parece que tem algum valor, porem sua essência é insignificante, enganando a si mesmo.

Jo 4:23-24 (NVI)

23. No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura.
24. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”.

Repare no texto, se o “Pai procura” (força de expressão que denota anseio por algo, não a incapacidade de Deus em encontrar algo), é porque existe a escassez. Hoje dificilmente se encontra alguém disposto a ter uma vida integra e se doar as causas do Senhor com submissão e devoção.

Se o Pai procura o verdadeiro adorador, isso significa que o falso além de existir, é a maioria. Há uma tendência da influência e da negligência. A influência pregada nas mídias e nos cultos tem enfatizado de forma incorreta o conceito de adoração verdadeira. Já a negligencia, grassa sobre a liderança eclesiástica, que não se preocupa em repreender as heresias e ensinar a forma correta de culto.

Vamos ao conceito de adoração em espírito.

Quando a Bíblia fala que é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade, enfatiza-se a primazia de uma adoração oculta, não pregada ao olhos, não diante dos holofotes, fora da vista do público, apenas o indivíduo e Deus. Sendo assim, a verdadeira adoração é um ato de espírito, e o espírito não se vê. A imagem externa acontece, mas não é um pré-requisito e nem uma garantia da verdadeira adoração. Jesus desvinculou a adoração de qualquer gesto externo.
 

Características de uma falsa adoração.

  • Formalismo (1 Sm 15:22) – Adoração não é um ritual.
  • Superficialidade (Jl 2:13) – Atitudes externas não caracterizam uma adoração interna.
  • Parcialidade (IS 1: 11-17) – Só querer fazer a parte fácil e não se comprometer com o serviço do Reino.
  • Relaxismo (Ml 1:6-7) – Desdém em oferecer o melhor para Deus.

Ofertas, serviços e festividades não tem qualquer valor sem um coração fiel, obediente e penitente.

 por Rafael Batista
 
Referências:
CHAMPLIN, R.N. Enciclopédia de bíblia teologia e filosofia, vol. 1, p.48.