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Depois do período mítico e antes de Sócrates, exatamente na passagem do período arcaico par o período clássico, por volta do sec. VII a.C até VI a.C nasce a filosofia pré-socrática, a capacidade de racionalidade como exigência para se responder uma série de perguntas de ordem cosmológica. Segundo Marilena Chauí algumas das perguntas eram: Por que os seres humanos nascem e morrem? De onde vem o seres? Para onde Vão?[1] E por aí vai.

E quando a revolução do pensamento acontece?

Nesse período, houve o desenvolvimento do comércio que implicou em viagens marítimas, na criação da moeda, da escrita, do calendário e da vida urbana propriamente dita. A medida que os mercadores faziam suas viagens marítimas, se deparavam com outras culturas, que consequentemente mudaria a forma de pensar da época em pelo menos duas impressões.

A primeira era a desmistificação. Os monstros, sereias, semideuses, etc., não estavam em lugar algum. Acreditava-se que estes seres existiam em terras não exploradas, em mares não navegados e em rotas que não tinham sido trafegadas, mas, a medida que se percorriam esses territórios, ficava claro que não existia nada de fato.

A segunda era o desencantamento da “verdade”. As narrativas míticas estavam em todos os lugares, de diversas maneiras, com os mais diversos tipos de conteúdo, cada povo defendia com afinco a superioridade de suas verdades mesmo sendo as mesmas inverificáveis, desprovida de lógica ou coerência interna.

Agora penso que esta revolução poderia acontecer na mentalidade da igreja contemporânea. Cada indivíduo deveria navegar em busca de descobertas acerca de sua existência, não deixando a ignorância ditar a forma de pensar (racionalizar), navegando nos mares do conhecimento bíblico sem se preocupar com os, até então monstros (jargão: “A letra mata”), que tanto se fala. Dessa forma, cada cristão estará pronto para desmistificar as heresias que o aprisionam. 

por Rafael Batista

Referências:
MATOS, G. Filosofia da religião. Apostila de Graduação em Teologia.
[1] CHAUÍ, M. Convite à Filosofia.