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Em primeiro lugar, devemos atentar para o fato de que, como os mitos eram produzidos pela religião, possuía um caráter de inquestionabilidade. apesar de cada povo possuir suas próprias interpretações mitológicas acerca da realidade,  as mesmas eram tidas como reveladas pelas divindades, portanto, eram consideradas verdadeiras.

Em segundo lugar, podemos analisar na história dos grupos de poder fazendo grande uso dos mitos e da própria religião, para legitimarem suas atitudes. Os mesmos encomendavam e legitimavam os mitos como própria religião para justificar atitudes opressoras e injustas, impedindo quaisquer estímulos de questionamento quanto a origem da tal crença por parte da população, estando o povo passivo de acusações heréticas e crimes de morte, devido estarem transgredindo uma ordem dada pelos “deuses”.

Isso nos parece muito familiar quando olhamos para a religião contemporânea. A liderança religiosa tem feito uso do imaginário para ditar regras e criar dogmas, transformando aquilo que é sagrado em bizarro, criando preceitos ao invés de seguir princípios, se vendendo por interesse aos detentores do poder político que tem indiretamente encomendado suas próprias verdades através da religião, vivendo uma utopia, pregando heresias, matando aqueles que se levantam para questionar, rotulando-os de hereges e frios e vivendo mitologicamente.

Encerramos o assunto sobre mitos, dizendo: Mito era uma forma não literal de se interpretar a realidade, usando conceitos imaginários para justificar crenças, e situações da natureza, se abstendo de métodos racionalistas e colocando como verdade o predomínio do senso comum (conhecimento sem crítica),porem, guarda mensagens em seus símbolos, muito profundas.

por Rafael Batista 
Referências:
MATOS, G. Filosofia da religião. Apostila de Graduação em Teologia.